"O que seria do mundo sem os jovens? Certamente seria bem mais chato, muito mais monótono. Um mundo sem jovens seria o caos. Imaginem o choque do lúdico das crianças com a sisudez dos adultos? Quem faria o meio-campo? É, não daria certo...
Um mundo sem jovens não teria rebeldia. As crianças chegariam na fase adulta sem passar pela fase do questionamento e se tornariam mais facilmente manipuláveis. Sem a juventude os bailes terminariam mais cedo, teriam menos barulho e menos arruaças aconteceriam. Mas não seria possível se deliciar com a liberdade que só eles conseguem flertar.
Sem jovens não haveria mais em que por a culpa de tudo e, talvez, perceberiam que no fundo ela não tem culpa de nada. A falta da juventude implicaria menos criatividade, afinal a sentença para ser adulto é matar os neurônios criativos. Sem jovens o mundo ganharia mais preto e branco e perderia mais as cores vivas. Faltaria a quem xingar, a quem reclamar, a quem desprezar. Sim, porque desprezo no fundo é uma forma de reconhecimento. Experimente ter a ausência de algo que você despreza, aí você verá que ela te faz alguma falta.
Sem jovens não haveria a quem vender tanta coisa inútil e também não teria quem as criticasse. Sem juventude perde-se o contrário, a dicotomia, a confusão. E quer mundo mais confuso do que aquele em que tudo é certinho?
Sem jovens o mundo teria menos charme, menos alegria. Sem juventude, sobraria mais velhice, mais retrocesso, mais de tudo que já é muito ruim.
O jovem, embora faça parte desse todo preocupante, é uma peça de esperança. É na sua passagem que se pode conquistar uma visão nova que contradiga um sistema cada vez mais forte. Mesmo que muitos jovens mantenham a sociedade cada vez mais alienada, sem eles não haveria questionamento. Porque se eles fazem parte do que não muda como os outros é neles também que moram os instintos revolucionários.
Certamente vivemos um sonho, porque sem jovens,com certeza, não dá, viraria pesadelo."
Um mundo sem jovens não teria rebeldia. As crianças chegariam na fase adulta sem passar pela fase do questionamento e se tornariam mais facilmente manipuláveis. Sem a juventude os bailes terminariam mais cedo, teriam menos barulho e menos arruaças aconteceriam. Mas não seria possível se deliciar com a liberdade que só eles conseguem flertar.
Sem jovens não haveria mais em que por a culpa de tudo e, talvez, perceberiam que no fundo ela não tem culpa de nada. A falta da juventude implicaria menos criatividade, afinal a sentença para ser adulto é matar os neurônios criativos. Sem jovens o mundo ganharia mais preto e branco e perderia mais as cores vivas. Faltaria a quem xingar, a quem reclamar, a quem desprezar. Sim, porque desprezo no fundo é uma forma de reconhecimento. Experimente ter a ausência de algo que você despreza, aí você verá que ela te faz alguma falta.
Sem jovens não haveria a quem vender tanta coisa inútil e também não teria quem as criticasse. Sem juventude perde-se o contrário, a dicotomia, a confusão. E quer mundo mais confuso do que aquele em que tudo é certinho?
Sem jovens o mundo teria menos charme, menos alegria. Sem juventude, sobraria mais velhice, mais retrocesso, mais de tudo que já é muito ruim.
O jovem, embora faça parte desse todo preocupante, é uma peça de esperança. É na sua passagem que se pode conquistar uma visão nova que contradiga um sistema cada vez mais forte. Mesmo que muitos jovens mantenham a sociedade cada vez mais alienada, sem eles não haveria questionamento. Porque se eles fazem parte do que não muda como os outros é neles também que moram os instintos revolucionários.
Certamente vivemos um sonho, porque sem jovens,com certeza, não dá, viraria pesadelo."
*Vinicius Borges é formado em jornalismo e militante da Pastoral da Juventude. Representa o Regional Leste II (MG e ES) na Coordenação Nacional da PJ. É pesquisador de Comunicação e Política.
