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| Doações são para centro de acolhida da região do Belenzinho. Foto: Divulgação |
Da Redação
Atualizado em 11/05/15 - 12:31
A paróquia São Carlos Borromeu, da Região Belém, informou na última sexta-feira (8) que aceita a doação de roupas de frio para a Campanha do Agasalho 2015.
Agasalhos, cobertores, cachecóis, meias, luvas, entre outras roupas que forem recebidas serão doadas para o Centro Comunitário São Martinho de Lima, que fica na região e acolhe os moradores de rua, mais vulneráveis durante o inverno por causa da fragilidade nutricional e de saúde.
A igreja fica localizada na rua Conselheiro Cotegipe, 933, no bairro do Belenzinho. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones: (11) 2693.7991/05.39.
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| Foto: Reprodução |
A Prefeitura de São Paulo divulgou ontem o censo deste ano relacionado aos moradores de rua na cidade.
Segundo a apuração encomendada à Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), houve um aumento de 10% no total de moradores de rua na cidade entre 2011 e 2015 e de 8% entre os que não são acolhidos por centros da prefeitura ou ligados à ela.
Foram feitas cerca de 62 mil abordagens entre os dias 23 de fevereiro e 26 de março. A Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo é crítica aos dados.
"O censo da população de rua de 2011 deu 14.478 e o de 2015 deu 15.905. Alguém acredita nisso??", perguntou o vigário Julio Lancellotti ontem em seu perfil no Facebook.
O sacerdote, que também faz críticas à repressão da PM e GCM aos sem-teto, tem afirmado que ouviu irmãos de rua que contam não terem sido abordados por ninguém do instituto.
Segundo Lancellotti, também não teria entrado para o censo os sem-teto que estão em centro de acolhida não ligados à prefeitura, como a Missão Belém, no bairro com o mesmo nome.
O portal não havia conseguido localizar alguém da Secretaria de Assistência Social da cidade para comentar o caso até a publicação desta reportagem.
A secretária da pasta, Luciana Temer, entretanto, comemorou os números em coletiva de imprensa na última sexta-feira (8).
“Essa gestão não busca um processo de higienização e de expulsão dessa população. Quando se coloca que aumentou muito a população de rua, não é verdade. O Censo nos traz a clareza de que não aumentou muito", disse a secretária.
Leia também: Vigário do Povo da Rua se reúne com prefeitura para discutir inverno

