O Papa Francisco recebeu na manhã deste sábado (16), em audiência, o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina) Mahmoud Abbas.
Segundo a Santa Sé, o assunto da conversa foi o acordo entre o Vaticano e a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) que deve ser anunciado nos próximos dias. A Santa Sé divulgou na última quinta-feira (13) que os trabalhos da comissão com representantes dos dois lados já haviam sido finalizados.
O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, afirmou à agência AFP que o acordo servia como um reconhecimento pelo Vaticano do Estado da Palestina. Já porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, segundo a agência Ansa, teria afirmado estar "desapontado" com o posicionamento do Vaticano.
Mahmoud Abbas seguiu em visita ao presidente da Itália Matteo Renzi e estará presente neste domingo (16) na cerimônia de canonização de das freiras palestinas Mariam Baouardy e Marie Alphonsine, no Vaticano.
Entenda
A Palestina foi aceita como Estado observador não membro ONU (Organização das Nações Unidas) por Assembleia da entidade em 2012. O título indica que a região ainda não é aceita definitivamente como um Estado. O Vaticano também possui o mesmo título, já que a ONU não aceita como regime político a teocracia, quando o poder está sobre o controle de representantes de uma religião.
Desde a época do reconhecimento da Palestina, o Vaticano já se referia à região em seus documentos e anúncios como Estado da Palestina.
A região da Palestina histórica da época de Jesus está dividida hoje em quatro partes: uma que integra o Estado de Israel, a Jordânia, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. As duas últimas possuem população de maioria árabe e são reivindicadas pela Organização para a Libertação da Palestina.
As Força Armadas de Israel, que não aceita a formação de um Estado da Palestina, vivem em conflito com palestinos na região da Faixa de Gaza. Civis são mortos sob a alegação de represálias do governo israelense ao grupo terrorista Hamas.
A região do Oriente Médio, pelo seu passado histórico, é de interesse das chamadas três religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo.
*Com informações de News.va, Ansa e AFP
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