Relatório mencionou fechamento de contas e denúncias contra ex-diretores do IOR
Da Redação*
O IOR (Instituto para as Obras de Religião), conhecido como Banco do Vaticano, fechou o ano de 2014 com um lucro de cerca de R$ 234 milhões (69,3 milhões de euros), segundo relatório divulgado nesta segunda-feira.
O resultado foi obtido após procedimentos anti-lavagem de dinheiro e o aumento da transparência financeira. Foram fechadas 4.614 contas entre maio de 2013 e dezembro de 2014.
O documento ainda fez referência a denúncias penais sobre operações imobiliárias entre 2001 e 2008 realizadas pelos ex-diretores do banco Angelo Caloia e Lelio Scaletti.
O texto também afirmou que o IOR "seguiu com sucesso a sua fase de transformação" e que um plano estratégico do banco hoje "está em um estado muito avançado".
Segundo presidente do IOR Jean-Baptiste de Franssu, o IOR "volta aos dois objetivos especiais: dar prioridade absoluta às necessidades de nossos usuários oferecendo a eles serviços de qualidade superior e fazer atividades menos arriscadas no Instituto".
A reforma no banco é uma das medidas implementadas por Francisco desde que assumiu o papado em 2013, além da reforma da Cúria Romano em curso por meio doconselho de cardeais apelidado de "C9".
O Papa Bento XVI renunciou o papado em 2013 em meio a denúncias corrupção no Banco do Vaticano, além dos casos de pedofilia no clero católico.
*Com informações de News.va e Ansa
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