![]() |
| Dom Luciano, ex-presidente da CNBB e hoje "Servo de Deus". Foto: Movimento de Defesa do Favelado |
Por Edson Silva*
Nos próximos dias 14 a 25 de abril, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) estará reunida para a 53ª Assembleia Geral em Aparecida (SP).
Na pauta, muitos assuntos: aprovação das novas diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil para 2015 a 2019; a proposta do Ano da Paz iniciado em 30 de novembro (início do Advento) para refletir e promover ações de superação à violência; publicação da nota “Brasil pós-eleições: compromissos e desafios”; e principalmente as questões eleitorais internas para a Presidência e as comissões episcopais que fazem o grande diferencial na condução dos trabalhos nos próximos anos.
Até o momento, não foi anunciado publicamente a possibilidade da aprovação do Estudo 107 da CNBB que trata sobre o cristãos leigos na Igreja e sociedade. A proposta anterior era que o estudo passasse a ser documento oficial a partir deste ano.
Segundo informações, é que o estudo receberá nova redação e possivelmente continuará na série "Estudo da CNBB". Parte minoritária dos bispos da CNBB – dentre eles Dom Odilo Pedro Scherer – apresenta questões contrárias ao conteúdo do texto e dos conceitos apresentados como Autonomia e a organização do laicato por meio do CNLB (Conselho Nacional do Laicato do Brasil).
A pauta principal que ocupará os meios de comunicação, como os corredores de Aparecida, será a eleição da presidência da CNBB. O atual presidente Cardeal Dom Raymundo Damasceno não poderá ser reeleito, pois já atingiu a idade para tornar-se emérito. A figura da presidência é fundamental, pois deve ser ocupada por um bispo com capacidade de diálogo, sensibilidade para as questões sociais, proximidade com a proposta da exortação papal “Alegria do Evangelho”.
Leia também: Bispo do Belém relembra memória de Dom Hélder e Dom Luciano
Se considerarmos a lógica das ultimas presidências, o futuro presidente será um Arcebispo, portanto, um Cardeal da Igreja. E o secretário-geral, um bispo auxiliar.
Que o Espírito Santo que auxiliou a escolha de Francisco paire sobre os bispos brasileiros.
Para orientar a pauta extensa de trabalho, os bispos do Brasil já conhecem qual é o caminho indicado pelo Papa Francisco: maior independência das Conferências Nacionais, autonomia para deliberar sobre questões que envolvam problemas locais e culturais e exijam da Igreja uma resposta adequada, o processo de uma Igreja em saída, a retomada da opção preferencial pelos pobres, superação da lógica excludente de novas interpretações teológicas e a pastoral misericordiosa comprometida com a pessoa humana.
Os bispos já estão com as malas prontas, vindo de norte a sul, leste a oeste, vão pouco a pouco chegando e colocando-se como romeiros, com os pés na estrada, rumo a casa da Mãe Aparecida.
Que Nossa Senhora Aparecida ilumine com muita sabedoria e mais uma vez apresente seu filho Jesus – menino-Deus, adolescente rebelde, carpinteiro, leigo, profeta do Pai – para que os pastores tenham cheiro de ovelha.
Na pauta, muitos assuntos: aprovação das novas diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil para 2015 a 2019; a proposta do Ano da Paz iniciado em 30 de novembro (início do Advento) para refletir e promover ações de superação à violência; publicação da nota “Brasil pós-eleições: compromissos e desafios”; e principalmente as questões eleitorais internas para a Presidência e as comissões episcopais que fazem o grande diferencial na condução dos trabalhos nos próximos anos.
Até o momento, não foi anunciado publicamente a possibilidade da aprovação do Estudo 107 da CNBB que trata sobre o cristãos leigos na Igreja e sociedade. A proposta anterior era que o estudo passasse a ser documento oficial a partir deste ano.
Segundo informações, é que o estudo receberá nova redação e possivelmente continuará na série "Estudo da CNBB". Parte minoritária dos bispos da CNBB – dentre eles Dom Odilo Pedro Scherer – apresenta questões contrárias ao conteúdo do texto e dos conceitos apresentados como Autonomia e a organização do laicato por meio do CNLB (Conselho Nacional do Laicato do Brasil).
A pauta principal que ocupará os meios de comunicação, como os corredores de Aparecida, será a eleição da presidência da CNBB. O atual presidente Cardeal Dom Raymundo Damasceno não poderá ser reeleito, pois já atingiu a idade para tornar-se emérito. A figura da presidência é fundamental, pois deve ser ocupada por um bispo com capacidade de diálogo, sensibilidade para as questões sociais, proximidade com a proposta da exortação papal “Alegria do Evangelho”.
Leia também: Bispo do Belém relembra memória de Dom Hélder e Dom Luciano
Se considerarmos a lógica das ultimas presidências, o futuro presidente será um Arcebispo, portanto, um Cardeal da Igreja. E o secretário-geral, um bispo auxiliar.
Que o Espírito Santo que auxiliou a escolha de Francisco paire sobre os bispos brasileiros.
Para orientar a pauta extensa de trabalho, os bispos do Brasil já conhecem qual é o caminho indicado pelo Papa Francisco: maior independência das Conferências Nacionais, autonomia para deliberar sobre questões que envolvam problemas locais e culturais e exijam da Igreja uma resposta adequada, o processo de uma Igreja em saída, a retomada da opção preferencial pelos pobres, superação da lógica excludente de novas interpretações teológicas e a pastoral misericordiosa comprometida com a pessoa humana.
Os bispos já estão com as malas prontas, vindo de norte a sul, leste a oeste, vão pouco a pouco chegando e colocando-se como romeiros, com os pés na estrada, rumo a casa da Mãe Aparecida.
Que Nossa Senhora Aparecida ilumine com muita sabedoria e mais uma vez apresente seu filho Jesus – menino-Deus, adolescente rebelde, carpinteiro, leigo, profeta do Pai – para que os pastores tenham cheiro de ovelha.
*Edson Silva é colunista do portal. É presidente do Clasp (Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo) e também conselheiro de pastoral da região. É formado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, mestre em Serviço Social e foi membro da Pastoral da Juventude.
