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| Catedral de Tianjin, no nordeste do país. Foto: Wikimedia Commons |
Da Redação
A Comissão Justiça e Paz da Diocese de Hong Kong apresentou na semana passada um relatório no qual se mostra preocupada com a falta de liberdade religiosa na China. A informação foi divulgada nesta terça-feira (14) pela agência Ecclesia.
Segundo a AIS (Ajuda à Igreja que Sofre), o relatório fala sobre detenções arbitrárias de “bispos, sacerdotes e leigos” e a “tortura de padres desobedientes” ao governo.
O texto cita os sacerdotes Mas Wuyong e Liu Honggeng, da Diocese de Baoding (Hebei), que foram detidos sem julgamento, e o padre Liu Honggeng, preso desde dezembro de 2006.
Também não se sabe o paradeiro do bispo D. James Zu Zhemin, detido desde 1997 e atualmente com 83 anos e o do corpo do bispo da diocese de Yixian, na província de Hebei, D. Cosmas Shi Enxiang, cuja morte foi comunicada no início de 2015. O último caso rendeu uma manifestação pública.
O documento foi apresentado no encontro “Paz e Reconciliação no contexto da Ásia”, na Tailândia.
Entenda
Para funcionarem, as igrejas chinesas necessitam de autorização do governo, o que leva muitos religiosos, com o consentimento do Vaticano, a manterem uma espécie de igreja ilegal.
Bispos também têm sido ordenados pelo governo sem a autorização do Papa, o que prevê excomunhão automática para quem ordena e para quem recebe a nomeação, conforme o Direito Canônico.
O Vaticano, entretanto, tem permitido que os religiosos nomeados ilegalmente ministrem sacramentos no país, devido à crise entre o Vaticano e o governo.
Embora a China possua hoje uma economia capitalista de controle estatal, o governo é de inspiração comunista e, portanto, ateu.
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