Pontífice também se encontrará com menores apreendidos e moradores de rua

À direita, negativo da imagem do tecido. Foto: Wikimedia Commons

Da Redação

O Para Francisco irá visitar a exposição do Santo Sudário deste ano na Catedral de Turim, na Itália, no dia 21 de junho. O roteiro da visita pastoral foi divulgado nesta quarta-feira (25).

O pontífice chegará por volta das 8h na cidade italiano do norte e irá se reunir com representantes trabalhistas na catedral. Em seguida, irá celebrar missa na Praça Vittorio.

Francisco depois almoçará com menores apreendidos, imigrantes, moradores de rua e famílias ciganas na parte da tarde, visitará o Santuário da Consolação e encontrará os Salesianos e as Filhas de Maria Auxiliadora na Basílica Maria Auxiliadora.

Por último o papa almoçará com familiares no dia seguinte. Sua família é originária da cidade.

A exposição do Santo Sudário, ou Sudário de Turim, terá como tema a juventude e o sofrimento. O lema, "amor maior", foi retirado do Evangelho de São João (15,13). A última exposição do artefato ocorreu em 2013.

Relembre

Não existe consenso hoje no meio científico em relação à autenticidade do Santo Sudário.

Análises dataram o material do artefato como originário da Idade Média, mas são questionadas devido as restaurações do pano e do sangue por meio de tinta ao longo da história.

Também se questiona a capacidade que se teria no período para fazer a restauração. O tecido ainda indica que Cristo foi crucificado pelos pulsos, quando na Idade Média se acreditava que as mãos do Senhor haviam sido pregadas.

O Vaticano, oficialmente, não considera o Santo Sudário como uma questão de fé e permite a investigação da comunidade científica.

"O Sudário é uma provocação à inteligência. Requer, antes de tudo, o empenho de cada homem, em particular do investigador, para captar com humildade a mensagem profunda enviada à sua razão e à sua vida. O fascínio misterioso exercido pelo Sudário impele a formular interrogativos sobre a relação entre o Linho sagrado e a vicissitude histórica de Jesus”, afirmou o Papa João Paulo II em visita a Turim em 1998.