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| Bispo (terceiro à esq.) se encontrou com Dilma e ministros na última quinta (12). Foto: Divulgação |
Após se posicionar por meio de nota contra o impeachment da presidente Dilma Roussef, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) recebeu críticas de blog político nesta segunda-feira (16).
A página na internet "Foco Político Brasil" publicou texto com título "Fora CNBB! Traidores da Igreja de Cristo" em que afirma que "mensagens veiculadas através de redes sociais" pediram a saída do presidente da conferência, Dom Raymundo Damasceno. O blog, entretanto, não cita fontes.
A CNBB havia publicado nota na última quinta-feira (15) em que pedia "medidas urgentes" contra a situação no país, mas que se colocava contra respostas que atendessem "ao mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres".
A conferência dos bispos tem defendido a necessidade de uma Reforma Política no país, que entre outras questões, acabe com o financiamento privado dado a campanhas eleitorais por empresas como as envolvidas na operação Lava Jato.
Segundo o Datafolha, cerca de 240 mil pessoas compareceram as ruas de São Paulo no último domingo (15) para protestar contra o governo. Os protestos apresentavam manifestações a favor do impeachment da Dilma Rousseff.
"Fora Dilma"
Outra questão relacionada à possibilidade de impeachment também causou polêmica no começo do mês.
O padre Michelino Roberto, responsável pelo jornal da arquidiocese"O São Paulo", postou mensagem em seu perfil do Twitter favorável a deposição da presidente, no Dia Internacional das Mulheres.
“Parabéns às que abraçaram a maternidade com amor. Meus sentimentos e orações à mulher egoísta e, por fim, fora Dilma, fora Dilma", disse o sacerdote aos seus seguidores.
O resultado foi o também pároco da igreja Nossa Senhora do Brasil, do bairro do Jardins, receber crítica por meio do Facebook de antigo dirigente do jornal católico, o padre Antonio Aparecido Pereira.
"Meu Deus, padre Michelino! Diz a sabedoria popular, que prudência e caldo de galinha não faz mal a ninguém", criticou ele. "Você já é conhecido como diretor de O São Paulo, um jornal que lutou pela redemocratização do Brasil. Dizer fora para alguém eleito democraticamente é perigoso. Confesso que fiquei preocupado…"
O pároco da Nossa Senhora do Brasil, por sua vez, respondeu que deve se manifestar contra "um governo que mentiu para ser eleito".
"Estou em perfeita conformidade com a tradição do jornal que dirijo", defendeu-se o padre. Michelino ainda afirmou que um conselho editorial está sendo formado para dissertar sobre os posicionamentos da publicação.
